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26 de novembro de 2011

ANA - EXEMPLO DE MULHER


 
Oração das Damas
Dama da Graça: Aline Melo

Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.  E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha. Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do SENHOR, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.   Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o SENHOR lhe tivesse cerrado a madre.  E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o SENHOR lhe tinha cerrado a madre.  E assim fazia ele de ano em ano. Sempre que Ana subia à casa do SENHOR, a outra a irritava; por isso chorava, e não comia. Então Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos? Ana roga a Deus que lhe dê um filho. Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao SENHOR o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.  E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o SENHOR, Eli observou a sua boca.  Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora. Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste. E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram à sua casa, em Ramá, e Elcana conheceu a Ana sua mulher, e o SENHOR se lembrou dela. Nasce Samuel e é consagrado a Deus. E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR.” (I Samuel 1: 20)
Naquele tempo, um homem ser casado com mais de uma mulher e ter muitos filhos homens era sinal de prosperidade e benção de Deus e a mulher que não conseguia gerar filhos era uma mulher considerada amaldiçoada por Deus, era motivo de vergonha para seu marido.
E neste contexto, vemos Ana (que significa cheia de graça), sua vida não era fácil, pois, ela era uma mulher comum como todas de seu tempo, mas algo tornava sua vida triste e amarga, Deus havia cerrado sua madre, vemos na bíblia outras mulheres que assim como Ana também eram estéreas como Sara, Rebeca entre outras. Ana se definia como uma mulher atribulada de espírito devido a sua esterilidade (I Sm 1: 15).
Além de sua amargura e vergonha de não ter filhos, Ana era humilhada por Penina por não ter filhos.
Embora seu marido a amasse mais que a Penina que já havia lhe dado alguns filhos, por Ana, Eucana sacrificava com algo excelete ao Senhor.
Quantas de nós muitas vezes temos tantas coisas ao nosso alcance e não valorizamos? Não valorizamos porque sempre queremos mais, não que seja errado, mas há dentro de nós um sentimento muito destrutivo chamado ganância e quando a ganância junta-se ao desejo consumista, ainda que tenhamos o melhor nunca estamos satisfeitos com nada, estamos sempre com a língua afiada para murmurar.
Existem dois tipos de sonhos, que sonhamos e que estão no coração de Deus e os sonhos que sonhamos sozinhos.
Os sonhos que estão no coração de Deus, antes mesmo de nós ansearmos por eles, eles já haviam brotado no coração de Deus e no tempo certo o Senhor nos desperta para que possamos gerar em nós algumas características, como fé e atitude e estes sonhos já mais serão frustrados.
"Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais."  (Jeremias 29: 11)
Já os sonhos a qual sonhamos só, muitas vezes é apenas uma vaidade de nosso ego, a qual desejamos satisfazer, muitas vezes oramos e pagamos preço, por aquilo que não é da vontade de Deus, muitas vezes o Senhor até nos permite, mas são conquistas que irão nos trazer alguma frustração.
"Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus."  (Eclesiastes 5: 7)
O sonho de Ana, era diferente, era um sonho que estava no coração de Deus, o Senhor permitiu toda aquela situação, para despertar nela fé e atitude, além de provar sua fidelidade.
Vemos na oração de Ana, uma oração de submissão, “se atentares a minha aflição...”, “se te lembrares...” (v. 11) . Isto nos faz pensar na reverência que tinha Ana a um Deus soberano que tinha tantas “ocupações” mais importantes, para ouvi-la.
Muitas vezes quando nos colocamos na presença do Senhor, já entramos com o coração duro, cheio de autoritarismo, “eu quero”, “me dá”, “se o Senhor não me der...” e por aí vai. Se muitas vezes não conquistamos do Senhor é porque não sabemos ser humildes, pois, para crescermos diante de Deus, nós precisamos descer, descer no vale da humilhação, descer ainda que tenhamos que perder nossa razão.
Ana estava vivendo naquele instante, um momento único de intimidade e quebrantamento de espírito na presença do Senhor, mas sua oração foi interrompida pelo sacerdote Eli, que julgou que ela estava embreagada, naquele momento Eli mesmo sendo um profeta do Senhor, ele foi usado por satanás, para tirar Ana da posição, afrontando-a com a acusação de embreaguez.
Assim como os olhos e ouvidos do Senhor estão atentos ao nosso clamor, satanás também está a nos observar para a todo custo nos tirar da posição e nos tira a nossa bênção.

Mas Ana, nos dá mais uma prova de sua humildade, submissão diante do sacerdote, ao afirmar que era uma mulher atribulada. (v15). Quantas de nós seríamos capazes de responder com tamanha humildade? Muitas vezes quando um obreiro, líder ou até mesmo nosso pastor nos fala algo que não gostamos, respondemos a altura, não respeitamos sua posição, por nos faltar a humildade de Ana.
Quando falamos em humildade não falamos em condições financeiras, mas falamos em mansidão, comportamento, atitude. A bíblia fala muito destas característica, e faz promessas:
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;" (Mateus 5 :5)
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas." (Mateus 11 :29)
O profeta Eli vendo a sinceridade de Ana e sua humildade, ele a despediu em paz, e a abeçoou. Se a atitude de Ana tivesse sido de arrogância e ignorância, talvez o profeta até a amaldiçoasse, pois, ele tinha autoridade para tal, mas sua atitude foi a mais bela, e ela alcançou o favor de Deus e do profeta.
V19 – Ana tinha certeza da realização de seu sonho, então ela e seu marido Eucana levantaram-se de madrugada, e adoraram ao Senhor. Olha que atitude de fé, Ana o tempo todo esteve gerando o seu milagre, pois, primeiro ela sacrificou, se humilhou sozinha diante de Deus, recebeu a benção do sacerdote, agora ela se levanta de madrugada para adorar juntamente com seu marido. Ana chamou a atenção de Deus.
A palavra de Deus nos afirma algumas coisas sobre a atitude de Ana:
"Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus." (Salmos 51 :17)
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4 :23)
V24 – Fidelidade, esta era outra característica marcante de Ana, pois, ela foi fiel ao voto que fez ao Senhor e assim que o pequeno Samuel desmamou, ela foi até o profeta para entregar seu único filho.
Ana poderia ter pensado meu Deus eu só tenho ele... Abrão também poderia ter pensado só tenho Isaque e Deus me pediu em sacrifício, ele se manteve fiel e Deus o honrou dando-lhe o holocausto para sacrifício, assim Deus deu a Ana outros cinco filhos, sendo 3 homens e duas mulheres. Isso é resposta de fidelidade, mas se Ana tivesse sido infiel como muitas vezes nós somos? Glória a Deus que vivemos pela graça e não pela lei.


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